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Meu perfil BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, Arte e cultura, Cinema e vídeo, Música, livros |
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O tempo passa rápido e me deixo levar pelas companhias agradáveis, os copos de cerveja, os risos, a felicidade aparente. Nada sacia a sede pela novidade e nem preenche o vazio.
Vivemos de ciclos e reciclos, agora mesmo estou passando por um momento que conheço: Revolta, Raiva e no fim o momento "foda-se tudo". Quero esquecer e ir em frente, reafirmando quem sou. Não interessa o que acham de mim, só eu sei o que sinto, o que me faz feliz, quem realmente se preocupa comigo. Pena que hoje a pessoa que me deu a vida declarou que não irá falar comigo nos próximos dias. Pedi emprestado o que ela usa pra cuidar minhas coisas. Eu não mereço que ela continue fazendo isso. Preciso mesmo tomar umas bofetadas na cara e também esse período de gelo.
Dormir numa república de estudantes me deu uma sensação tão gostosa, foi uma noitada diferente, uma liberdade que não tenho em casa. Acho que seria o ideal pra mim morar num lugar assim.
Estive fazendo um treinamento de mailing e o lugar ficava em São Paulo, perto dessa república onde minha colega de estágio mora. Fiquei por lá para não perder tempo vindo pra Santo André.
Então, recebo uma ligação no meio da tarde de quem menos esperava. Mais horas de boemia me esperavam. Foda é ficar cheia de dúvidas na cabeça e sentir que devo fazer escolhas agora, dar um basta em certa situação que se arrasta. Tenho sido muito masoquista e a hora de acordar já passou. Chega de me lamentar, de ter medo.
Entendo que não sou tão importante e que há tanta coisa bem mais relevante para quem tem tanto peso dentro do meu coração. Ás vezes é bom deixar alguém que amamos demais ir embora. Não quero mais ouvir o que diz, pra mim é tão sem sentido, seu mundo é um mapa cheio de ruas estranhas e escuras. E eu não tenho GPS!
Devo ignorar o que me atrapalha e assumir o risco. Eu vivo muito protegida em casa, muito dependente e isso me tornou alguém tão apagada e frágil. Preciso fazer minha estrela brilhar.
Estou contente profissionalmente por causa do estágio, inclusive estou até escrevendo matérias!
Minha carreira é o que mais importa agora.
“Il mio destino scelgo
se riesco a resistere”
Senzafine – Lacuna Coil
Fizemos um ensaio fotográfico pra apresentar pro prof de fotojorn. Postei no nosso blog coletivo, o Alem do Muro.
Finalmente consegui iniciar o meu tão sonhado estágio! Agora vou trabalhar com a agitação cultural promovida pelo estado. Estou hiper feliz!
Consegui largar o headfone-cabresto que prendia meus pensamentos e quebrava meus cabelos.
Ontem sai com minha amigas de infância pela primeira vez pra balada. Fomos a um lugar de playba em São Caetano, mas até que foi legal!
Vesti-me com uma fantasia de moça chique e até subi no salto! Eu que costumo andar de coturnos, consegui me trajar dessa forma por uma noite.
A banda que tocava lá era demais! Banda Áries, que salvou meus ouvidos daquela terrivel música eletrônica que só enche o saco! Os caras até tocaram Raulzito e Ramones!
Conheci um cara bacana, bonito e mais velho. Pediu-me em namoro como tantos, prometeu ligar como tantos...ainda bem que já estou grandinha pra não acreditar nisso.
Em relação aos homens, tenho reações extremas de auto-preservação e evito contato, no máximo deixo que me beijem. Acredito que essa postura seja necessária para manter problemas a distância. O mundo está cheio de loucos e pessoas estranhas. Já conheci muita gente babaca e idiota pra ficar suscetível a qualquer palavrinha fofa.
Cai fora! Eu não sou idiota! (não mais...)

Eu sou a versão mais atualizada de mim, uma criação midiática diária. Estou me completando constantemente, até me esgotar...
Passo por mudanças significativas no momento e por grandes incertezas, mas logo terei grandes alegrias para comemorar.
O Uol não está querendo ajudar hoje, em alguns momentos do dia sai fora do ar e não responde ao teste "ping".
Hoje soube que a Telefonica foi proíbida de vender Speedy por um ano pela Anatel. Tomara que isso não afete os meus amigos que trabalham pra essa empresa.
Essa semana termina a época da provas na universidade e logo entro em férias. Então poderei me dedicar melhor ao site do meu irmão, que aliás passou por uma grande mudança.
Sinto-me satisfeita com o site, está no caminho que eu queria trilhar, mas ainda é muita coisa pra melhorar.
Estou um pouco chateada devido a decisão do Supremo Tribunal Federal de tirar o diploma para jornalistas. Meu receio é que haja uma desvalorização da profissão. Já pagam tão pouco pelos estágios, imagino que agora qualquer bunda e peito que aparecer na televisão poderá ser jornalista. É lamentável. Porém, também existem muitos profissionais das antigas que são jornalistas sem ter estudado, sem ter diploma. Talvez por isso seja válida a decisão do STF. Só que passam pela cabeça as perguntas: "por que me esforço tanto pra estudar? por que escolhi jornalismo?"
De qualquer forma, enfretarei o que for necessário pra me formar e trabalhar com o que escolhi. Foda-se o resto!
Enquanto escrevo ouço a rádio Mundo Rock de Calcinha que está completando dois anos. Conheci essa rádio ontem enquanto procurava algo sobre as "The Iron Maidens", que são incríveis!
A rádio é foda também, ainda mais com a banda Motores tocando Kiss!
Aproveitem esse final de semana, para assistirem a esse filme maravilhoso sobre a Terra: "HOME, nosso planeta, nossa casa" de Yann Arthus-Bertrand e Luc Besson.
Ele está disponível, em português (a partir de hj) no you tube, de graça! Link:
http://www.youtube.com/watch?v=tCVqx2b-c7U&hl=pt-BR
Em espanhol:
http://www.youtube.com/watch?v=NNGDj9IeAuI&feature=related
Em inglês:
http://www.youtube.com/watch?v=jqxENMKaeCU
Em francês:
http://www.youtube.com/watch?v=NNGDj9IeAuI&feature=related
Duração: 1h:33min.
Está a preço de custo nos cinemas, de graça na web e sendo projetado em diversos locais públicos (NY, Paris, Londres), pois o objetivo não é exatamente o lucro, mas a conscientização geral da humanidade nas questões ambientais e ecológicas do nosso planeta.
Está em cartaz no Rio 5 de junho, dia mundial do meio ambiente.
Parece que é filmado em balões, nos mostrando a perspectiva de uma águia que voa alto, perto do Pai Céu, vendo a nossa Mãe Terra de um ângulo muito exuberante, uma poesia visual, que depois de um tempo passa a denunciar, também, a devastação e o desequilíbrio que o bicho-homem está cauando, destoando os lindos tons desse cenário.
É incrível vermos através desse ponto de vista, das alturas, para poder aterrar bem os pés no chão...
Ache outros vídeos como este em Jornal dos Blogs

Dia 3-05, um domingo, fui ao show do Arch Enemy, que foi em São Bernardo do Campo no Espaço Lux. Tirei muitas fotos toscas com meu celular, como essa acima...rsrs
Foi fodástico! Fiquei muito contente, porque estava com minhas amigas Gi e Lili. Conheci algumas pessoas lá também, conversei um bocado e ainda deu tempo pra chegar em casa e dormir num horário razoável. Na segunda-feira estava muito bem, apenas com o pescoço doendo de tanto “bate-cabeça”.
A semana decorreu bem, o final de semana chegou e uma outra semana passou sem problemas.
Até que na última sexta-feira recebi a triste notícia que junto com todos os meus colegas (dentre eles alguns amigos) seríamos transferidos para trabalhar no prédio da Telefonica (sem acento mesmo) da cidade. Fecharam nossa “operação” (jargão usado nesse ramo). Agora terei que acordar mais cedo e rezar todos os dias para não ser novamente assaltada quando estiver a caminho do serviço. Já trabalhávamos lá nos finais-de-semana, atendendo clientes residenciais, o que era complicado, já que atendíamos apenas empresas.
Outro dia atendia um cliente residencial e questionei se ele usava roteador. Ele respondeu que “não usava isso nessa época do ano”. Lembro que era inverno, o cara entendeu que eu questionava se ele tinha ventilador. Vale a pena pelas risadas. Não temos mais o botão mudo, mas damos um jeitinho..rsrs
Estou enlouquecida com os meus trabalhos da universidade. Não sei o que fazer e nem como fazer . Sinto-me muito cansada e cada vez com mais preguiça. Moro em uma cidade, trabalho em outra e estudo em outra. Isso é muito desgastante. Por dia embarco em cinco tipos de transporte diferentes: tróleibus, trêm, carro, ônibus e lotação.
Ainda por cima, passo por um momento em que sinto necessidade de isolamento. As pessoas ao meu redor estão parecendo tão sem graça.
Tenho sérias preocupações quanto ao meu futuro. Será que valerá a pena tanto esforço? Por que não continuei na área de informática? Por que insisto no Jornalismo?
Estou mais velha agora, ontem foi meu aniversário.
Há muito tempo não tenho um aniversário tranquilo, sem conflitos, sem tristezas. Ganhei presentes até!
Ontem comecei a publicar o site do meu irmão. Tive umas dores de cabeça pra conseguir um ftp que funcionasse direito. Enfim, deu certo, só falta arrumar o site e deixa-lo mais atraente.
Tenho publicado umas coisinhas no blog dele também, quem os sets e produções do meu maninho multimidia.
Descobri esses dias que tenho boas amigas no serviço e que tudo o que passei está ficando cada vez mais longe. Ainda tenho um coração machucado, mas ele está cada vez menos frágil.
Tenho lido o livro Crepúsculo, inclusive ganhei o filme das minhas amigas Lili, Cris e Márcia. Não me importa que esse não seja um daqueles livros que os intelectuais e psedo intelectuais recomendam, esse romance tem me encantado muito e também me dado esperanças de que posso encontrar algum "Edward" pra mim ...rsrs Como está difícil! Particularmente prefiro lobos. Quase fui magoada pelo lobo de sempre, mas ele me pediu desculpas. Achei estranho, mas isso não me comove mais.
Esse livro me fez sonhar novamente e isso teve um bom efeito na minha mente perturbada. É bom ler coisas sem compromisso às vezes, tenho lido tanta coisa pesada como Adorno e tantos outros autores que nós acadêmicos temos que estudar. Não faço idéia de quantas cadernetas de anotações já usei para escrever as idéias que esses autores me inspiram.
Deixando de lado essa coisa séria, aguardo ansiosa o novo filme...quem sabe eu tenha a mesma sorte da Cris que começou a namorar assistindo Crepúsculo. Tenho umas quatro chances pela frente (se resolverem adaptar todos os livros...rsrs)
Sexta-feria santa, trabalhei direitinho hoje (acho). “Se estou na chuva é pra me molhar”.
Há alguns dias eu estive perto do abismo novamente, tive vontade de chorar quando me olhei, mas segurei o choro, afinal de contas eu me proporcionei essa imagem. “Nunca mais”, pensei. Joguei fora o que sobrou das nossas coisas, quando na verdade queria me jogar no lixo.
No dia seguinte acordei cedo e fui passear no centro de São Paulo com uma turminha de adolescentes. Quanta vida! Quanta alegria! Quanta curiosidade!
Foi ótimo estar entre eles, tão inocentes e cheios de perguntas sobre tudo. Aquela energia me renovou, estou me sentindo muito melhor.
Terei que escrever uma matéria sobre esse passeio, que tive que abandonar pela metade para ir trabalhar. São Bernardo é muito fora de mão, levei duas horas para chegar ao serviço.
Logo completo 24 anos e isso tem me preocupado muito. Já apareceu um cabelo branco, minha pele está manchando e meu corpo tem ficado mais estranho. Emagreci um pouco, mas agora tenho uma barriguinha, que acho que deve ter aparecido porque fico sentada o dia todo em frente ao computador. Na verdade, esses aspectos não me preocupam, aceitei minha condição de estar sempre encalhada como se fosse uma punição pelos meus pecados. Tenho me preocupado com minha vida profissional, que está empacada. Preciso desencalhar nesse aspecto, conseguir algo na área.
Seria ótimo ter o final de semana para fazer cursos e ir a exposições. Nem no feriado escapo.
Quero mesmo ficar em casa pelo menos no dia do meu aniversário ou pelo menos passear em São Paulo, onde voltarei a morar logo!

A - Nome / Idade / Aniversário
Jéssica, 18 anos, 28/04
Bruno, 23 anos, 31/10
Deivid, 18 anos, 12/05
Eduardo, 26 anos, 02/09
Ariane, 23 anos, 01/07
Jacqueline, 18 anos, 15/06
Fabiola, 34 anos, 05/05
Thaís, 23 anos, 20/04
B – Cor preferida / Filme / Música
Cor azul, filme “Madagascar” e Jason Mraz
Cor branca, filme “Tróia” e Akon
Cor verde, filme “DOA – vivo ou morto” e Kelly Clarkson
Cor azul, filme “De volta para o futuro” e animesongs
Cor bege, filme “A casa do lago” e Cindy Lauper
Cor vermelho, filme “+ velozes e + furiosos” e Roupa Nova - Linda
Cor azul, filme “Edward mãos de tesoura” e Madonna
Cor lilás, filme “Noite dos mortos-vivos” e Type O Negative
C – O que você gostaria de ganhar?
A *Dslam da Fabiola
O primeiro celular do mundo, o celular da Fabiola
Mais oportunidades para praticar esportes
Play 3
Um cartão com uma mensagem linda
Ah tanta coisa
Mp4, um celular novo ou uma escova progressiva
Uma câmera digital semi-profissional
* concentrador de trafégo das informações numa rede ADSL- nesse caso, é uma brincadeira compara-lo ao celular siemens bem antigo da Fabiola

D – Quem ou o que você gostaria de ser?
Minha mãe
Brad Pitt
Alguém que fizesse a diferença
Alguém que mudasse o mundo
Sei lá
Alguém melhor do que eu
Eu mesma, mas com algumas melhoras
Uma jornalista foda!
E – Se você não estivesse aqui, gostaria de estar onde?
Na casa do meu namorado
Na praia
Campos do Jordão
Japão
Dubai
Bem longe do Brasil
Canadá
Na redação de um importante jornal
F – O que você coleciona?
Música
Adesivos
Imagens
Jogos de Play e PC, também mangas
Nada, até gosto de ursinhos de pelúcia e tenho muitos, mas não por colecionar
Tenho um monte de bichinhos de pelúcia
Album de figurinhas, Revistas, Bonecas e brindes do McDonalds
Livros
G - O que te irrita
Teimosia
Ser interrompido quando faço atividades físicas
A Fabiola e a Violência
Maldade do mundo
Mentira e Falsidade
Repetir toda hora a mesma coisa
Mentira
Estar sem grana
H – O que te deixa mais feliz?
Estar com o meu gato (Tito)
Ficar de bem com minha família
Estar com quem eu gosto sem preocupação
Estar com quem eu amo e jogar Sonic
Ficar de boa sem fazer nada
Estar com minha família e perto do meu “love”
Ficar com minha filha Isabella
A universidade, passear com minha família e ouvir música
I – Fale algo construtivo
Felicidade...
Corinthians
Sou contra violência e não falo palavrão
Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje
Não desperdice uma chance de ser feliz, porque outras não darão certo
Amor, felicidade e paz: viver a vida, lutar contra as barreiras e os obstáculos e nunca se abater por coisas bestas. Ser feliz sempre.
Calados, não precisamos explicar nem repetir
Concreto
Estou na minha segunda aula de jornalismo online na Uninove. Muito bom!
Os micros aqui são ótimos, rápidos, não travam (Dell, Core 2 Duo!!!). Os da minha facul...ahhhhh até dá vontade de quebrar!!!
Na segunda tivemos um trabalhinho em dupla durante a aula de Processos de Captação e Edição e o computador surtou algumas vezes e o office fechava sozinho.
Nessas horas sinto que meus anos de estudos na área de informática não servem pra nada. Não tinha nem como limpar a prefetch.... tudo estava bloqueado como se deve, o pessoal fez um ótimo trabalho.
Recebi um elogio essa semana no serviço, semana passada estava indo muito mal e levei umas críticas. Pelo menos me perguntaram sobre minhas férias....
Estou super confusa com vários cursos que tenho tomado conhecimento. A maioria é de semana e em horários ruins pra mim.
Preciso deixar meu currículo menos técnico, pois desconfio que é por isso que ninguém me chama para fazer entrevista. Por enquanto, pois tenho fé que logo irei conseguir algo na área que escolhi.
Quero ser fotojornalista, mas também quero trabalhar com jornalismo online. A fotografia ficará em segundo plano, pois é uma coisa que demanda dinheiro e tempo. Tenho uma câmera russa Zenit 122 que custou pouco, mas que ainda não domino. Vou remediar isso! No próximo mês completarei 24 anos (nossa....como o tempo passou). Não posso mais perder tempo.
Cansei de perder tempo com um montão de coisas, principalmente com sentimentos não correspondidos. Não precisava receber o mesmo sentimento, eu entendia a particularidade da situação, só precisava de respeito em troca. Pedia muito?
Agora essa historia do passado fica me travando...não consigo sair dessa solidão. Parece que ninguém me enxerga, devo ser muito feia e chata mesmo. Não vou desistir, ainda encontrarei a fórmula que irá atrair um par....
Por que parece que todo mundo sabe de coisas que eu não sei? Tenho me perguntado muito isso...
As pessoas ao redor parecem estar sempre a um passo de mim, eu sempre estou atrás....invisível, sinlenciosa.
Receio minhas explosões, não consigo mais controlar minhas emoções. Quero dar vasão aos meus sentimentos, a minha raiva, a minha revolta, preciso gritarrrrrrrrr
Preciso de um dia de sono, reabastecer minhas energias. Preciso trabalhar em algo relacionado ao jornalismo, mas acima de tudo
PRECISO APRENDER A NÃO PRECISAR DE MAIS NADA ALÉM DE OXIGÊNIO E COMIDA (vegetariana, claro).
Entrei pro Twitter hoje. Vou logo avisando que eu já treinei Capoeira e Kung Fu. Não adianta psicopata nenhum ficar me seguindo, vai levar uma meia-lua na cara!!!
Quem não for piscopata pode me encontrar como "thaismp".
Daqui uns dois meses tem show do Arch Enemy. Escrevi sobre eles no meu outro blog pretenciosamente sério....Ecos do Porão
Tem foto nova no meu fotoblog Ruídos no porão
Engraçado que nem vivo mais no porão....hehe
Mais um sábado perdido sentada por um turno de seis horas e vinte minutos. Presa a um headphone e a códigos e horários pre-estabelecidos para comer e ir ao banheiro, num lugar que não gosto, em uma cidadezinha perdida no meio do nada.
Dentro desse prédio só encontro lixo, a manutenção não é feita nos finais de semana e a sujeira se espalha por todos os cantos. O engraçado é ter um tapetinho exatamente sob os cestos lixo que parecem estar ali estrategicamente para receber toda a sujeira que irá transbordar nele nesses dois dias.
Os banheiros femininos nunca funcionam, parecem uma sucursal dos banheiros masculinos. Esse é um dos beneficios do consumo de fibras, o que indica que apesar de todo estresse que meus caros colegas enfrentam, sua saúde está muito bem.
A máquina de doces não funciona, devolve todas as minhas últimas moedas. Então me contento com um sanduíche de pão dormido e patê de presunto.
Minha vontade de me afastar daqui é imensa, aqui não é o meu lugar.
Todo mundo sente isso, que não não é adequado, que deveria estar fazendo outra coisa, mas pra mim é muito mais complicado, muito mais insatisfatório trabalhar com algo que jurei que nunca mais trabalharia. Não estava nos meus planos lidar com essa ingrata área de suporte técnico.
Talvez eu seja muito ingrata, não valorize a chance que estou tendo. Sei apenas que com isso estou mantendo meus estudos sem precisar de paitrocinio. Ele só me dá carona até a estação de trêm e suporte emocional. Não posso reclamar da minha família, todos são ótimos. Meus pais são maravilhosos e meu irmão é um exemplo de superação profissional, só é um pouco grosseiro.
sou uma pessoa abençoada, preciso apenas aprender a viver como uma pessoa adulta.
O ano letivo logo começará, essa é a última semana de férias. Estou muito ansiosa para voltar a universidade.
Participo de um blog com alguns colegas e um desgarrado, o Yuri Legal Mor, contribuiu com uma história que vale a pena ser lida ouvindo blues e tomando whisky cowboy...
Clique no copo para ler a história
Agora sim posso exclamar essa expressão.
Meu início de ano não foi confortável, fui assaltada. Um vagabundo com uma faca em meu pescoço, exigiu meu celular podre e meu mp4 ferrado. Pior pra ele.
Depois de chorar até machucar meus olhos (de fato consegui esse feito), trabalhei para não perder minha bonificação mensal, pois se fosse embora esse dia custaria um bocado do meu salário.
Comprei um novo celular da Sony Ericsson, que queimou. Não cheguei a usar esse aparelho por um dia sequer.
Ventos ruins sopraram contra mim, porém eles mudam. Ainda tenho esse probleminha para resolver, mas o importante é estar viva, não ter sofrido nenhum corte na minha jugular no segundo do ano, não ter filhos para sustentar com meu mísero salário, ter meus super-pais ao meu lado, um irmão bacana, uma casa para voltar todos os dias, comida para me alimentar e um trabalho para manter minha faculdade.
Ontem e hoje estive com ótimas companhias, visitei a Galeria do Rock, vi um montão de cabeludos, dancei a noite com meus velhos amigos góticos, rimos dos primeiros sinais da nossa decadência física, dançamos, bebemos, dançamos, dançamos, dançamos....
Fomos no Dr. Phibes, um lugar que deve ter sido um puteiro antigamente. Só tinha uma privada no banheiro das mulheres e não havia um sistema de ar, então a fumaça dos cigarros causava irritação nos olhos. Estava emocionada por estar ali, mas não chorava por isso.
O lugar estava cheio demais e era apertado. Algumas pessoas chamavam atenção por usarem aquele penteado "Batcave" que o pessoal que curte música gótica com influencia pós-punk usava nos anos 80.
Senti muita falta desse ambiente, foi como voltar no tempo por uma noite.
"Como explicar aos animais irracionais que amam e protegem os membros da sua família, que muitos humanos, seres racionais, odeiam e agridem os próprios familiares?"
Inácio Dantas

Não consigo viver com a cabeça baixa, mas ando revoltada demais e isso tem atrapalhado a convivência com as outras pessoas. Não entendo como todo mundo pode ser tão sem propósito.
Vivem aceitando tudo e se comportam com uma passividade extrema.
Transformo-me em palhaça a cada momento. Sou inadequada porque não aceito a minha realidade e não quero desperdiçar mais meu tempo. Não quero deixar essa ânsia por algo melhor acabar. Não quero terminar como uma dona-de-casa qualquer limpando a casa, cuidando dos filhos e esperando o marido chegar.
Estou me sentindo tão inadequada, tão estanha. Sou uma estrangeira em minha casa, sempre assustada e com esse nó-na-garganta. Não me sinto a vontade em momento algum, não posso dormir o tanto que preciso, pois sou acordada com uma gritaria aguda.
Não importa o quanto eu lute para sair da merda onde estou, para provar o meu valor, nunca será o bastante para ser considerada como adulta. Tenho que ouvir sempre que sou uma mimadinha e preguiçosa porque não aceito que o mundo seja um lugar onde não pode ser verdadeira.
Já aprendi que não posso contar com ninguém, que todos são falsos e egoístas.
Estou escrevendo como uma criança magoada escreveria em seu diário, mas é como me sinto no momento. Sempre fui a filhinha caçula e mimadinha mesmo, mas nunca pedi isso e nem agi assim, pelo contrário. Se fosse isso estaria cursando a faculdade que minha família queria e sem ter que trabalhar.
Não menosprezo a luta deles e por isso sou tão revoltada. Anseio por uma vida melhor e por isso acho injusto que todos os meus esforços e anos de estudo não tenham me levado a nada, apenas ao lugar nenhum de sempre.
Por que tenho que viver sendo provocada?
Hoje estou no limite da minha paciência. Não gosto dos dias em que fico reflexiva, pois começo a avaliar minha vida e entristeço. Estou cercada por uma porção de piadas e me sinto como uma palhaça.
Palhaçada na verdade são essas novas regras do telemarketing, que só servirão para atrasar ainda mais o atendimento.
Um atendente que trabalhe num setor de help desk por exemplo, não terá como cancelar ou dar descontos, isso é incumbência do setor comercial. O cliente é que deve prestar mais atenção no atendimento eletrônico, escolher as opções certas e entender que Suporte técnico não é telemarketing. É impossível resolver tudo num único telefonema, há burrocracias demais!
Como saber o problema do cliente se ele não explicar? Como apurar algo sem entrevistá-lo?
Por exemplo o Speedy, todo mundo sabe que é uma porcaria mesmo, por que insistir em ter algo que não funciona?
Por que contratar um produto de uma empresa que escreve o nome errado? "Telefonica" não deveria ter acento circunflexo? Isso já é sinal de pedreiragem!
Eu sou uma desgraçada atendente de Suporte Técnico do Speedy e me sinto muito mal por trabalhar em uma empresa sem credibilidade e que é fonte de muito desgosto para a população. Há dias em que não consigo nem me levantar da cama, mas a mensalidade da universidade me incentiva a colocar aquele headfone na cabeça.
"É temporário", penso. Logo vou sair dessa porcaria, não terei mais que ouvir ameaças nem ser o tempo todo monitorada. Hoje por exemplo, uma cliente ameaçou de mandar a polícia atrás de mim. Há aqueles que gritam, xingam e humilham. Não agüento mais essa vida!
É sufocante que fiquem me vigiando enquanto trabalho, que olhem a tela do monitor, que ouçam o que o falo, que controlem os momentos que vou ao banheiro, que eu não tenha tempo para fazer uma refeição. Esse é o pior momento, não consigo comer comida em 20 minutos e não agüento mais comer só lanche. Recebo apenas três reais por dia de vale refeição, não há como manter a saúde com isso. Estou sempre doente, tenho enxaquecas, meu nariz sangra, estou sempre gripada e com o estômago doendo.
Este não é o meu primeiro serviço, já estou a quase dez anos trabalhando e passei por diversas empresas de vários segmentos. Nunca fui de ficar em casa esperando, fiz dois cursos técnicos e vários outros extras. Nunca tive nada fácil, papai não me deu nada de graça. Não sei falar Inglês, não viajo, não uso roupas da moda. Tenho dois pares de tênis, uma sandália e um velho coturno dos tempos de adolescência. Poucas trocas de roupas, várias camisetas desbotadas. Não é por ser roqueira que sempre ando com coturno, jeans e camiseta de banda desbotada, é por ser pobre mesmo, não tenho outra coisa pra vestir por ter vendido tudo pra alguns brechós.
Não tenho grana nem pra sair, tenho que ser grossa e recusar convites. Evito comer fora, evito fazer amizades. Eu não me sinto a vontade para manter contato com as pessoas, pois quando descobrem onde trabalho, só reclamam.
Estou lutando pra sair de lá desde que entrei naquela agência. Alias, outra coisa que detesto é ter que trabalhar naquela cidade. Só tenho más lembranças de lá, pois vivi os piores da minha vida ali. Perdi a confiança no ser humano depois que conheci uma porção de gente egoísta que andava por lá naquela época.
Creio que merecia algo melhor, um emprego na área que estudo. Depois de tanto sofrimento e humilhação, já era tempo de trabalhar com algo mais saudável e conseguir superar meu limites. Estou presa por códigos e por fios de telefone.
