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Meu perfil BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, Arte e cultura, Cinema e vídeo, Música, livros |
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Outro sábado, última aula de Inglês antes das férias. Não sei falar nada desse idioma feio, nem Português sei direito.
Também não sei nada sobre Arte, não conheço o traço dos pintores e nem que a quais épocas pertenceram. Na época que viveram isso não devia importar muito, não sabiam na verdade que eram parte do Classicismo ou do Renascimento. Isso já me incomodou há um tempo atrás, quando tomei conhecimento que era realmente uma caipira para certa pessoa, indigna de pisar ao seu lado no MASP ou de ir ao cinema ou ao teatro ou em qualquer outro lugar que não tivesse uma cama.
Depois de dois anos, me sinto pela primeira vez livre e leve. Agora sou eu que estou no comando, tenho vinte anos novamente e vou continuar a viver do lugar que parei. Desperdicei esses anos com algo insensato e ridículo, preciso recuperar o tempo.
Não sei mais esconder o que quero, sei apenas que peguei um resfriado e que me faz mal ficar aqui no porão. Tomei chuva na cabeça esses dias, minhas meias estão molhadas ainda e meu sapato está com chulé. Apesar disso tudo me sinto bem, não tenho mais perdido tempo com coisas que me afligiam...
Agora vou tomar minha canjinha....
Seja naquela fase imbecil de procurar o "principe encantado", a ouvir um pouco do "love metal" do H.I.M ou na fase mais safada de procurar um...
ao som do Type O Negative (tenho uma grande e boa lembrança daquela playgirl do Peter)
No momento estou mais "bossa nova", mas calma e leve, curtindo um vocal feminino, passando o dia devagarinho entre aspas e garoa...
Eu quero ficar perto de tudo que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência, meu pacto com a ciência
O meu conhecimento é minha distração
Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o 'Play'
Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista, não aceito turistas
Meu mundo 'tá' fechado pra visitação
Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha lei
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais, depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar
Eu já comprei
As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando 'tô' a fim
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia
Agora eu sei
Sempre haverá mais alguém, uma outra mulher, um outro assunto no momento, uma moda nova que não sigo, um novo bar que não frequento, um evento que não posso participar.
Só atenção queria, já que sabia desde o início que não poderia esperar amor.
Só consideração desejava, já que não poderia esperar respeito.
O que sou além de uma personagem de sonhos eróticos?
Quem será a sua próxima musa: a dislexica ou a bissexual?
Tomara que sofram menos do eu, o que pelo menos não percam a vontade de comer e as roupas (por estarem grandes demais para usar).
Engraçado que depois de tanto tempo, ainda me incomodo por ele não me enxergar. Sou uma personagem envolta em sombras que já perdeu o brilho por ter se apaixonado pelo vilão da estória. Então escrevo uns versinhos toscos...(já tem um tempo isso foi em novembro)
Seus Olhos
Seus olhos apenas enxergavam minha sombra
Agora despedaçam meu coração
Que tanto amou a sua alma rude
A aspereza de suas palavras não me agride
A incerteza me incomoda
Seus olhos enxergam o brilho de outra
Sempre soube que jamais enxergariam
Minha luz, minha alma
Olhavam apenas meu corpo e o desejavam
Como animal, besta infeliz
O que tanto amei não faz sentido
Por ser imoral e pervertida
Arrisquei-me a uma morte em vida
Entreguei-me e fui corrompida
Para apenas ser chamada de amiga
O que apesar disso tudo, me alivia
Contentei-me com muito pouco
Por muito tempo
Agora despedaçado coração já não sabe
Onde está a alegria (e o bom senso) e o contentamento.
Todo mundo é uma ilha em meio a um oceano de egoísmo.
Contas sem pagar, um insulto a cada esquina, um furto, um corte na virilha.
O medo de continuar solitário, o assunto distorcido, um sentimento reprimido.
Cuspe no prato usado, latas de refrigerante jogadas nas ruas.
Os vagões do trêm e do metrô passam em minha frente e continuo lendo o meu livro da semana: "Tudo começou com Marx" de Richard Armour.
Melhor maneira de passar o tempo e despoluir a mente não há. Ler é o meu remédio, o trabalho é um bálsamo para a dor, mas no momento só tenho o livro.
O que me afligia faz muita falta e não consigo me acostumar com esse novo estado. Estou vegetando nesse porão e continuo ouvindo esses ruídos indecifráveis. O que aconteceu com ele e por quê diabos me importo com isso?
Mesmo chegando de mais uma festa, de ter estado em ótima companhia, algo no fundo do meu coração traz uma saudade de coisas que já não deveriam importar mais. Lembranças de algumas coisas (desagráveis, inclusive) ás vezes ressurgem sem motivo algum. Tenho um gosto masoquista de me matirizar com isso e procuro um pouco por dia algo para me machucar.
O que importa agora é essa sensação de liberdade que me deixa tão leve e disposta a não dormir. É o metal que ainda ecoa em meus ouvidos, riffs de guitarra em minha mente, beijos carinhosos de alguém realmente legal e toda aquela algazarra em frente ao palco.