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Meu perfil BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, Arte e cultura, Cinema e vídeo, Música, livros |
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Tudo que é líquido eu bebo.
Tudo que é irreal eu conheço
Sinto apatia e interrese
Cinismo e amor
Ando procurando a cada esquina
Um motivo para parar
Mas cada passo me deixa com vontade
De percorrer mais algumas ruas
Desviar pela vielas e desfilar nas avenidas.
Desvio o olhar de quem precisa
Coço o nariz despercebida
Chuto uma lata e acerto um gato
O gato pula no palhaço
Derruba a latinha com moedas quando cai
O barulhinho atrai os moleques
Que catam tudo e saem correndo pra comprar cola
Indiferente eu continuo flaunando por ai
No fim decido voltar pra casa
Tomo um café e vou dormir
Não estou certa, eu sei, mas tive uma recaída e meu humor sumiu. Foram dias difíceis também, não tem como escrever algo muito alegre aqui. Criei o blog para escrever o que há na minha mente no momento, não para inventar estados de humor. Não sou profissional das letras, não sou jornalista (ainda).
Quero só reclamar de algo podre que aconteceu no reino da Varig.
Hoje estive em Guarulhos para receber meu irmão, que voltava do México. Ele viajou para lá a trabalho e estava contente por seu retorno, isso ia salvar meu fim-de-semana, que não estava sendo muito legal.
Quando o vi caminhando em minha direção na calçada em frente ao aeroporto fiquei emocionada. Ele chegou perto e cumprimentou a mim e a nossos pais, e contou que foi furtado. Levaram o Playstation dele, a câmera digital de nosso pai e alguns bombons com recheio de tequila (deviam estar com fome e sede).
Chegando em casa, ligou para a Varig para reclamar. A atendente informou o seguinte: esses eram itens para serem levados como bagagem de mão, portanto a empresa não se responsabiliza por eles.
Ficamos revoltados, claro (eu ainda mais, pois video-game é um ótimo companheiro para as noites solitárias dos fim-de-semanas que não saio). A mochila estava muito bem lacrada, deve ter sido algum funcionário deles. A empresa esta voltando as atividades de forma bem "saudável", furtando os próprios clientes ou facilitando essa prática.
Engraçado que no embarque dele, ninguém falou nada a respeito quando meu irmão informou ao atendente no aeroporto o que havia na mochila. O atendente somente disse que ele não poderia levar um desodorante.
Parece aquela situação das portas giratórias dos bancos. Já entrei muitas vezes com um canivete no bolso, mas o meu guarda-chuva sempre faz soar aquele alarme irritante. Eu poderia usar o canivete (que é afiadíssimo) para render algum gerente...e ser presa depois. O fato é que, estão dando importância para coisas erradas. Uma pessoa vestida impecávelmente, pode até entrar com uma arma dentro do banco. Sei que sai um pouco do assunto do avião, mas essa é outra maneira equivocada de tentar dar segurança aos clientes. Preocuparam-se mais com um desodorante, cujo o frasco poderia ser usado par guardar anthrax, do que com aparelhos eletrônicos.
Vamos ver o que irá ser resolvido nos próximos dias pela Varig...ou não.